Sobre Pressão AltaSobre Pressão Alta

Sobre Pressão Alta

|
|

A Hipertensão Arterial, popularmente conhecida como pressão alta, afeta cerca de 30% da população adulta brasileira. É um dos mais conhecidos e bem estudados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, tais como o infarto do coração e o derrame cerebral.

Embora muito comum e bastante divulgada pelos meios de comunicação, a hipertensão só é reconhecida por ⅓ das pessoas que sofrem dessa doença e, também, mesmo àquelas que sabem do problema e tomam medicamentos, somente ⅓ delas tem os níveis de pressão adequadamente controlados.

Mas sendo uma doença tão comum e de fácil diagnóstico, porque é difícil seu manejo correto?

Em parte, por ser uma doença assintomática. Ao contrário do que frequentemente se pensa, a hipertensão não apresenta sintomas de alarme, que alertem as pessoas para algo de errado. Elevações de pressão não geram dores de cabeça, na nuca, tonturas ou quaisquer outros sintomas. Somente a medida correta da pressão arterial, utilizando-se de equipamentos adequados e calibrados, pode definir o diagnóstico apropriado de Hipertensão Arterial e orientar o início do tratamento.

Nem sempre, entretanto, esse tratamento precisa ser com medicamentos. A restrição à quantidade excessiva do sal na dieta, a redução do consumo de álcool, a diminuição da ansiedade e a manutenção do peso ideal podem, por si só, ajustar os níveis de pressão e evitar o uso de remédios.

Mas quando se faz necessária a introdução de medicação, esta deve ser usada diariamente e pelo resto da vida, pois ainda não há “cura” para a hipertensão, mas sim controle em longo prazo. O objetivo do tratamento medicamentoso da hipertensão não é baixar a pressão arterial hoje, para evitar um infarto ou derrame amanhã, mas sim mantê-la controlada continuamente, ao longo de 30 ou 40 anos, pois é esse o tempo que a hipertensão leva para causar danos ao organismo.

Por tudo isso, frente a dúvidas com relação a sua pressão arterial, a melhor opção é procurar um cardiologista, para a adequada aferição, bem como proceder à análise do risco cardiovascular total do paciente – se fuma, se está acima do peso, se tem diabetes ou colesterol alto – e  do contexto em que essas elevações de pressão arterial estejam ocorrendo.